E não é que choveu mesmo!? Santa internet e notebook! Se não fosse por isso não teria visto a previsão do tempo e não teria me programado de acordo. Não quero nem pensar como seria visitar o Empire State hoje com essa chuva e, meu Deus, com esse frio! Hoje desisti do metrô. Vi que a melhor maneira de chegar no Metropolitan Museum of Arte era de busão. Então lá fui eu. O tal do Metro Card serve para as linhas de ônibus também, então, como já estou com o meu super Metro Card ilimitado, não tive problemas. As linhas de ônibus são mil vezes mais inteligíveis do que as de metrô. Uma tranquilidade só. O sistema de transporte público aqui funciona e todo mundo usa. Ah se São Paulo também fosse assim... As pessoas iam deixar seus carros em casa como fazem aqui. O trânsito, apesar do ótimo sistema de transporte público, é intenso. Eu disse intenso. Nada de caos total como no Rio e em São Paulo. Acho até que os congestionamentos em Manhattan se devem ao fato de ter muito pedestre. Cheguei no Met um pouquinho antes dele abrir, acabei pagando entrada de estudante porque a moça não tinha troco para 100 dólares (na verdade, paga-se entrada se quiser, é uma contribuição), aluguei meu audio guide, analisei o mapa do museu e lá fui eu. Confesso que fiquei meio cansada de museu depois da viagem pela Europa do ano passado. Teve horas que não aguentava mais ver pintura de gorduchas rosadas e dorsos grecos-romanos. O Met não é diferente de nenhum museu visitado no ano passado, mas dessa vez teve uma diferença. Hoje, me arrependo muitíssimo de não ter alugado do audio guide no Louvre. Como sou completamente leiga quando se trata de arte, sem saber o que eu estava vendo, a visita ficou massante. Chata mesmo. Dessa vez, no Met, com o tal do audio guide, a visita ficou infinitamente mais interessante. Vou dar dois exemplos interessantes contados pelo audio guide:
Bonito, não!? É Renoir. A mamãe e suas duas filhinhas bonitinhas. Seria somente isso que eu iria pensar ao ver o quadro e passaria reto. Mas está vendo a criança menor sentada no sofá? Uma menina, certo? Errado! É um menino. No século XIX os meninos eram vestidos assim até a idade de 5-6 anos. Sabe-se que é um menino porque esta era a família de um cara famoso (não guardei exatamente quem era o cara) e ele tinha uma esposa, uma filha mais velha e um filho mais novo. Só mesmo audio guide para explicar todas essas coisas.
E tem mais um interessante (juro que é só mais esse):
Depois de 4 horas de muitos dorsos greco-romanos, fragmentos de arfetos egípcios e pintores impressionistas do século XIX, deu fome e lá fui eu para um dos momentos mais esperados e programados da viagem. Duas coisas que vocês precisam saber sobre mim (tem mais coisas, mas no momento são só essas para entrar no contexto): 1 - eu adoro siri, carangueijos e afins, e 2 - eu adoro fazer o prévio planejamento das minhas viagens. Então, é claro que eu não poderia deixar de pesquisar o melhor lugar para comer o tal carangueijo gigante do Alasca (tenho um desejo louco de comer esse bicho depois que vi o tal documentário "Pesca Mortal" no Discovery Channel). Fui no restaurante One Fish Two Fish que fica no East Side, perto do Met, na Madson Ave. com 97th St. Está recomendadíssimo! Tem tanta coisa boa no cardápio que quase perdi o foco no ponto principal de estar ali. E aí está, desejo realizado com sucesso:
Passei um mico básico no começo sem saber direito como comer o monstrengo, mas depois me adaptei e me deliciei. A carne é muito parecida com camarão e muito suculenta. De barriga cheia e desejo saciado, peguei o busão de volta ao lado oeste. Tinha reparado que havia um salão de cabeleileiro perto do hotel e fui lá fazer uma escova (o secador do hotel é péssimo). Tive um problema terrível com o vocabulário de salão de beleza. Nunca tinha ido a um salão quando morei em Ohio e nunca tive nenhuma aula de inglês que abordasse essa situação. Mas no fim deu certo. Mulher alisa cabelo em todo canto do mundo ocidental. Mas custou uma fortuna!!! Também, fazer escova em dólar e ainda por cima em frente ao Central Park é ser chique demaaaaaaais... (uma observação importante aqui: eu tenho muito cabelo, como todos sabem, e tenho que sempre secar o cabelo antes de sair ao vento senão viro a mulher das cavernas. Como quero ficar bonitinha pra me reapresentar em Ohio, resolvi fazer a escova de ouro. Normalmente, em viagens, nem ligo de ficar com cabelão feião, mas essa é uma ocasião importante). Ah, outra coisa interessante: ontem eu disse que tinha visto várias excursões de alunos pelas ruas, hoje vi uma engrassadíssima. Tentei até tirar uma foto, mas não consegui na hora. Imagine: um grupinho de 5 crianças bem pequenas, uns 5-6 anos. Um professor na frente segurando uma corda, as crianças atrás dele em fila segurando na corda que um outro professor também segurava no final da fila. Era proibido soltar a corda. Boa idéia, né. Mas mesmo assim eu não deixaria meu filho fazer essas excursões maluca deles. Presta atenção: as crianças estavam andando na chuva!!! Eu hein!? Hoje era dia de musical novamente. O espetáculo de hoje era o segundo da lista de best sellers: Billy Eliot. Esse eu comprei em um dos piores lugares por dois motivos: 1 - era bem mais barato e 2 - queria saber o que é exatamente o pior lugar. E digo, não é tão ruim assim. Claro que na frente do palco é bem melhor, mas dá para o gasto. Dessa vez não fiquei tão entusiasmada assim. Não sei se é porque eu vi o suprassumo logo de cara ou então porque já conhecia a história do filme, não sei. Não achei lá essas coisas. O menino que faz o Billy é uma graça, como não poderia deixar de ser, mas faltou o tchan. O que me impressionou mesmo essa noite foi o povo daqui. Um bando de gente na rua, muita gente mesmo, lotado. Normal se não fosse a chuva e o frio que está fazendo. Não sei, acho que está uns 2-3 graus. E mais impressionante ainda é que voltando para o hotel vi gente passeando com o cachorro na rua. Dá pra acreditar? Que povo animado! Se fosse eu já estava abraçada no Pankeka em baixo do cobertor. Eu, pra variar, errei no sapato e meu pé estava todo molhado, prontinho para congelar. Não via a hora de chegar logo no hotel quentinho. Não deu nem pra pensar em fazer uma boquinha na rua. Amanhã é o último dia em NY. Já fiz quase todos os passeios turísticos, então vou fazer umas comprinhas por aí.
Faz tempo que fui, mas eu lembro que adorei o Metropolitan Museum of Art (deve ser por causa dos impressionistas!). Acho que é melhor que o Louvre e aquela Monalisa imbecil...
ResponderExcluirAgora, que crab gigante é esse??? My god, você devia levar uns pra criar em Muriqui!!! rs
Não esqueça de contar das comprinhas (NY atiça o consumismo de qualquer cristão)... aliás, se for comprar cosméticos, pesquise na rede de drogarias Duane (costumava ser barato). E tinha uma loja de departamentos legal em frente às (ex) torres gêmeas. Chamava Century 21st (ou algo parecido). Será que ainda existe???
Beijos!