quarta-feira, 14 de outubro de 2009

[NYC- 2009] Terceiro dia...

Fui dormir com fome, acordei com fome, claro. Desci até a padoca da esquina e pedi um clássico Bagel com Cream Cheese e suco de laranja como nos velhos tempos de intercâmbio. Segui para a Quinta Avenida para visitar o Empire State Building. Tenho feito a coisa certa sem querer. Cheguei cedo tanto na Estátua da Liberdade como no Empire State. Em nenhum dos dois peguei fila, mas quando saí a fila já estava bem grande nos dois. O diabo do prédio é alto mesmo e como todo lugar alto, além da beleza da vista, tem também o frio de rachar. Não vou dizer que estava o mesmo frio que estava quando subi na Torre Eiffel em Paris, porque aquilo foi algo muito fora da capacidade humana brasileira de suportar o frio já que na ocasião estava nevando, mas estava uma friaca considerável. A vista é muito bonita realmente. Comprei o tal do Audio Guide e, apesar de ser caro (U$ 8), vale a pena para os mais desnorteados pois dá um panorama geral da cidade. Eu que, modéstia aparte, tenho um senso de direção muito bom me diverti com as anedotas que são contadas pelo guia. E por falar em senso de direção, ele está sendo utilizado com bastante frequencia e intensidade por aqui. O metrô é complicadíssimo e pode deixar os menos norteados de cabelos em pé. O metrô de Paris e Londres é um parque de diversão perto do metrô de Nova York. Lá a gente podia entrar em qualquer buraco de metrô que a coisa dava certo. Aqui se eu entrar num buraco errado, para consertar a rota vai é tempo. Não tem muitas estações para baldeação, os trens locais e expressos são confusos, algumas estações tem uma entrada para um sentido e outra para o outro sentido sem conexão entre elas, um Deus nos acuda. Minha nossa. E ainda tomando carona no assunto metrô, percebi que hoje ele estava beeeem mais cheio que nos dias anteriores e acabei descobrindo que dia 12 foi feriado aqui também. Eles devem ter dado aquela emendada básica, porque ontem, dia 13, a coisa estava bem tranquila comparado com o sufoco de hoje, tanto no tubo quanto nas ruas. Muita gente junta! Saindo o Empire State, fui descongelar na Macy's, maior loja de departamento do mundo. Olha, quem me conhece sabe que eu não gosto de ficar hooooras fazendo compras, mas só eu, que não gosto muito desse tipo de programa e não tenho muita grana para pagar, gastei 3 horas lá dentro. Para mim é um recorde! Não comprei muita coisa não. Tudo meio caro para o meu orçamento apertado. Mas deu pra dar um gostinho. Saindo de lá andei pela Quinta Avenida até o Rockefeller Center e Saint Paul's Cathedral e fui comer a típica comida saudável americana: costela de porco, com batata frita e milho. Agora não vou me lembrar no nome do restaurante, mas fica na W 47th, perto da Times Square. Vi uma propaganda na TV dizendo que era o melhor lugar para comer essas porcarias. É bom, mas não muito diferente do famigerado Outback. Nessa parte do dia as minhas pernas já estavam me torturando. Sei lá, acho que não estou com o calçado adequado para andar o tanto que estou andando. Fui até a Times Square novamente para ver se conseguia comprar um ingresso para um teatro, mas a fila para comprar ingressos de última hora estava gigante. Como já estou com ingresso comprado para outro musical para amanhã, desisti da idéia. Cheia de sacolas de compras e com as pernas doendo, resolvi dar um pulo no hotel e foi aí que passei o maior aperto da viagem. Digo aperto porque estava eu em um vagão do metro quando do nada entra um bando de crianças aparentemente fazendo um tour sei lá pra onde com dois professores, tipo excursão de colégio. Sem brincadeira, eram umas 30 crianças. Quando pensei que o pior já tinha acontecido, em outra estação me entra no mesmo vagão mais outra excursão de crianças com mais umas 20 pestes, que nem tinham onde segurar e toda vez que o trem parava ou andava eu era esmagada contra a porta. Isso durou umas duas estações quando, não sei nem como, consegui descer do trem. Foi a concretização do meu maior pesadelo. Rs. Depois deste evento, reparei que tem muito grupo de crianças andando assim na rua, sendo conduzidas por professores. Fiquei na verdade admirada como os professores conseguem ter controle sobre o bando, mas ao mesmo tempo não gostaria que meu filho estivesse andando de metrô lotado correndo o risco de se perder ou ser esmagado. Meu pé doia muito, mas consegui tirar forças para sair novamente e dar uma volta no Central Park finalmente. Vi na previsão do tempo que amanhã vai chover, então tinha para mim que era a minha única chance de conhecer o local seco. O Central Park fica a 2 quadras daqui, uma maravilha. Planejei de ir do oeste (onde está o hotel) para leste e fui andando sem muito compromisso. O lugar é lindo e o clima muito agradável. Muita gente passeando de bicicleta, com cachorro, criança, apesar do frio e do horário (acho que tem muita gente que não trabalha por aqui..rs). Andei por umas 2 horas, parando aqui e ali, apreciando a vista sentadinha em um banco (e os pés e perdas doendo). No fim, em vez de sair no lado leste, saí no lado sul. Me perdi para pegar o metrô, mas por fim cheguei nas redondezas e cá estou cansada, esgotada, podre. Vou me recuperar para sair para jantar. Nada de ir longe por hoje. Tem um barzinho aqui na esquina que estou querendo conhecer. Como amanhã a previsão é de chuva, da-lhe museu! Missão para amanhã: comprar um guarda-chuva.

Um comentário:

  1. O Empire State é muito legal, né? Impossível não pensar naqueles filmes de romance, em que o casal se encontra no topo do prédio, bem no finalzinho! hehehehe
    Aí, vc entra no metrô, dá de cara com 500 criancinhas e desiste de qualquer romance! huahahahahahaha

    PS: Ai, que vontade de fazer compras na Macy's...

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