Podemos acordar mais tarde por um motivo um tanto ridículo. No aeroporto resolvemos trocar poucos reais em pesos porque o câmbio estava muito ruim. Estavam pagando R$ 0,61 quando oficialmente a cotação era em torno de R$ 0,47. Trocamos aquele dinheirinho pouco só para o táxi e parar sobreviver a noite, pois a intenção era trocar mais grana no dia seguinte. Não lembramos, porém, que o dia seguinte era um domingo e estava tudo fechado. Isso quer dizer que final do dia estávamos completamente sem dinheiro pra nada. Como os bancos só abriam depois das 10hs e não tínhamos um puto, acordamos tranquilamente, comemos nosso pãozinho com manteiga e doce de leite. Andamos até a Rua San Martin que tem um montão de bancos, trocamos finalmente a grana e fomos passear na Rua Florida. Lá tem um comércio ótimo, ainda mais com a moeda deles assim tão desvalorizada. E por falar em comércio e moeda fraca, aproveitamos o dia para conhecer Buenos Aires e fazer comprinhas! Pegamos o metro (que aqui se chama Subte – adorei o nome. Fiquei repetindo váááááárias vezes. Metro agora pra mim vai ser Subte pra sempre) e fomos até Villa Cresto onde tem umas lojas de ponta de estoque com coisas baratérrimas. Olha daqui e dali, achei uma loja Nike e fiz a festa. Compra mais uma coisinha, dá uma andadinha, pronto. Bateu aquela fome. Onde vamos? Onde vamos? Consultamos as dicas dos amigos e os guias de viagem e estava lá recomendado o restaurante Siga la Vaca. Pegamos o subte de volta ao centro e fomos até o Puerto Madeiro. Chegamos umas 2 horas e demos sorte, ninguém na fila (que na saída estava quilométrica). O valor era AR$ 47 por pessoa, incluindo 1 litro de bebida (qualquer uma) e sobremesa. O sistema é buffet com muita carne argentina. Comi tanto de pensar que ia morrer rolando. Saindo de lá fomos conhecer Palermo que disseram para nós que era supimpa, mas achei meio chatinho. Sentamos num barzinho tomamos mais 1 litro de chopp (depois de ter tomado 2 litros no restaurante) e seguimos de volta para o hostel. De noite teve show de tango. Escolhemos um lugar recomendado por um amigo argentino e pelo próprio hostel. Chamava-se Tango Porteño. Você tem duas opções nestes tipos de shows. O primeiro é comprar o ingresso e o jantar e o segundo só o ingresso para o show. Compramos o segundo pelo simples fato que a vaca do Siga la Vaca ainda estava mugindo no nosso estômago. Mas não sei se é a melhor opção. Lá em baixo no teatro o povo fica em mesa, comendo e bebendo. Quem paga só o show fica na parte de cima, quase sem visão nenhuma para o palco. Muito ruim mesmo. E ainda por cima não pode beber nem uma água. O show é um espetáculo da broadway. Todo high tech com bailarinos dança juntos e tal. Gostei mas fiquei com a impressão que aquilo era coisa para turista ver. Voltamos para o hostel e tomamos aquela cervecita básica antes de capotar.
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